Cerca de 150 mil escravos negros foram capturados pelos portugueses no período entre 1450 e 1500. Mas como se dava essa captura? As guerras intertribais na África eram fatos comuns, era também comum que os adversários de guerra capturados fossem escravizados pelos vencedores. No entanto, com o inicio do trafico escravista, os chefes de tribos locais e comerciantes africanos passaram a ver isso como um mercado, ou seja, o clima de violência no continente africano que antes era controlado por uma lógica tribal foi totalmente alterado com a caça incentivada pelos brancos.
Na alta Guiné comerciantes e degredados (pessoas criminosas que eram expulsas de Portugal) subiam rios e riachos, avançando interior à dentro, e se fixavam nas aldeias, muitas vezes tinham filhos, e a partir disso atuavam como chefes e intermediários nas trocas comerciais de ouro, marfim e escravos entre brancos e negros. Essas pessoas vinda de Portugal que assimilavam os costumes nativos, desfaziam-se das roupas, tatuavam-se aprendiam os dialetos locais ficaram conhecidos como Tangos-Maos ou Lançados. Chegaram a ter tanta influencia no comercio que em 1518 foi decretada uma lei que punia-os à morte, pelo impressionante motivo de: se recusavam a pagar impostos à coroa portuguesa pois acreditavam não responder a jurisdição europeia. No entanto, não há se quer um registro de morte desses indivíduos visto.
Bibliografia: BOXER, C. R. "O ouro da Guiné e Prestes João"; In: O império marítimo português. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 31-79
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